RELEASE

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Osmar Pinheiro

Marcone Moreira

Exposição 11 de Novembro a 03 de Dezembro de 2005

Abertura   10 de Novembro às 20 horas

Visitação Seg a sex das 10 às 19hs  / Sab das 10 às 17hs

A Galeria Virgilio   mostra dia 10 de novembro duas gerações de talento.

Osmar Pinheiro - Com uma sólida trajetória de mais de 30 anos, apresenta uma série inédita de   11 telas da sua produção mais recente. No trabalho o artista propõe um tensionamento entre o construtivo e a figuração estabelecendo relações com imagens do cotidiano e da memória.

Marcone Moreira - O jovem artista,23, faz sua segunda individual na galeria e mostra   objetos ( dejetos) que refletem o dinamismo da cidade utilizando-se de suas metáforas e dialogando com a linguagem pictórica.
                       

Número de obras:       11 obras - Osmar Pinheiro /   8 obras - Marcone Moreira

Técnica:                      Acrílico, óleo e encáustica sobre tela: Osmar Pinheiro

                                  Madeira pintada: Marcone Moreira                  

 

Dimensão:                   20x30 cm a 160x260 cm - Osmar Pinheiro

                                  57x40 a 195x210x38 cm - Marcone Moreira

Um encontro de duas gerações de talento

A partir do dia 11 de novembro o público poderá conferir na galeria Virgilio duas exposições simultâneas. A do conhecido artista plástico paraense Osmar Pinheiro no piso 2 da galeria   e a do jovem artista maranhense Marcone Moreira no piso 1.

Na mostra de Osmar Pinheiro serão exibidas 11 telas inéditas da produção mais recente do artista que possui uma sólida trajetória de mais de 30 anos nas artes plásticas. O artista se apropria ou produz imagens de paisagens e lugares, seja do seu local de trabalho ou de fotografias históricas da sua cidade natal, um reflexo de sua origem e vivência cotidiana. Nesse trabalho de Osmar são as histórias, o portfólio da memória, pulsões e emoções arquivadas que se infiltram, invocando imagens. Trazida para o primeiro plano, a superfície estética é concreta, bricolagem de elementos arquiteturais, o plano é tangível, tátil, a obra é primeiro percebida como pura pintura. No entanto, num lapso do olhar a ilusão se infiltra e contamina a forma modelando signos: É dessa oscilação que sua pintura se nutre. Intelectualmente inquieto, Osmar interpela a contemporaneidade, literalmente "tomado" pelas questões críticas e pulsionais que esse cenário desencadeia. Passa pela obra de Sigmar Polke, sua influência Pop na variedade de técnicas e apropriações   e   Gerhardt Richter pela deliberada e irônica manipulação de estilos.

As pinturas que serão exibidas utilizam a técnica do óleo, acrílico, colagens e encáustica sobre tela. Osmar faz uso de uma técnica milenar, a encáustica, inventada pelos gregos e muito usada por pintores a partir do sec.XII .Ela funciona como uma pele espessa e tátil, produzindo o efeito de veladuras opalescentes.

Trajetória - Osmar Pinheiro nasceu em Belém do Pará em 1950, mudando para São Paulo em 1986. Em 1988 recebeu a bolsa Guggenhein Foundation de New York, para um período de trabalho de 2 anos em Berlim. Entre as diversas participações em exposições destacam-se as bienais de Quenca no Equador (1998), Havana (1986) e duas vezes a Bienal de São Paulo (1973/1992), Panorama da Arte Atual Brasileira no MAM-SP (1988) e MAM do Rio de Janeiro (1982).


Osmar Pinheiro
Texto de Virginia Aita
Entrevista a Guy Amado




MARCONE MOREIRA

PISO1

Marcone Moreira é maranhense e vive no estado do Pará. É um jovem artista de 23 anos e apresenta nesta atual exposição uma série inédita de oito composições em madeira pintada produzidas com restos de materiais de construção, caixotes, carrocerias de caminhão, embarcações, telhados e móveis velhos.

A princípio, os objetos parecem ter sido confeccionados pelo artista, mas ao examiná-los mais de perto o espectador perceberá que a cor, a textura e as incisões de pregos, parafusos e placas metálicas são vestígios e marcas deixadas pelas mãos de outras pessoas e pela ação de um tempo variável e incerto. A presença destes fragmentos e detritos reutilizados na obra de Marcone é constante, sua organização formal apresenta um delicado rigor estético e um instigante contraponto entre pintura e a natureza bruta dos materiais.

O procedimento de apropriação e justaposição destes objetos encontrados, ou de partes deles, formam planos de cores intensas que afirmam a importância do cotidiano visual do lugar onde vive o artista, Marabá no estado do Pará.    A cidade tem uma intensa movimentação de pessoas e cargas, lá se cruzam dois rios, a rodovia Transamazônica e a ferrovia Carajás com um intenso trafego de caminhões e barcos de onde vem quase todo o material usado por Marcone Moreira.

"Na cidade, assim como em sua obra, não há espaços para definições precisas de   identidade, requerendo, dos seus habitantes (dele inclusive), a realização de constantes traduções de sentidos, necessariamente fadadas à opacidade e, portanto, a um resultado sempre inconcluso e provisório", afirma o crítico Moacir dos Anjos.

Trajetória - Nascido no Maranhão, desde a infância Marcone visitava Marabá no Pará, onde passava férias escolares na casa de um tio. Aos 15 anos, mudou-se definitivamente para a cidade paraense e iniciou suas primeiras experimentações artísticas.

O jovem artista começou a estudar artes plásticas em 1997 com Geraldo Teixeira na Associação dos Artistas Plásticos de Marabá. Em 1999 estudou para obter a capacitação de orientadores em Artes Plásticas na Universidade da Amazônia (UNAMA). Sua primeira exposição individual aconteceu em 2003 na Galeria de Arte Graça Landeira (PA) e na galeria Virgílio (SP). Desde 1998 vem participando de coletivas por todo o país: I e II Mostra de Arte Contemporânea em Marabá (1998/1999), XXI Salão Arte Pará, do Panorama da Arte Brasileira exibida no MAM/SP (2002) e do X Salão da Bahia (2003). Marcone também participou em 2002 do Faxinal das Artes, programa de residência para artistas contemporâneos que teve curadoria de Agnaldo Farias, em Curitiba, Paraná.

Acaba de ser contemplado com a Bolsa Pampulha, programa oferecido pelo governo do estado de Minas Gerais a jovens artistas, tendo sido selecionado pela sua atuação no Programa Rumos Itaú 2005. Sua produção, no entanto permanece bastante vinculada ao local de sua moradia, Marabá.

Entre suas premiações estão: Grande Prêmio Salão Maranhense de Humor (2000), IX Salão de Pequenos Formatos, Premio Aquisitivo e Grande Prêmio - XXII Salão Arte Pará ambos em 2003.


Marcone Moreira
Texto de Moacir dos Anjos
 

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