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Individual Marcelo Cipis

Exposição 07 de Abril a 28 de Abril de 2004

Abertura   07 de Abril às 20 horas

"Como é bom pintar", individual reunindo 80 trabalhos,
expostos a partir de 7/4 na Galeria Virgilio
Visitação Seg a sex das 10 às 19hs  / Sab das 10 às 17hs


Marcelo Cipis captura o prazer de criar em


Oitenta trabalhos, entre óleos, colagens, guaches, distribuídos pelos últimos anos de criação artística, compõem "Como é bom pintar!", a exposição individual de Marcelo Cipis, com vernissage marcado para o dia 7 de abril, na Galeria Virgilio.

Pode-se acompanhar a evolução do artista desde a instalação na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1991, até a atualidade. E observar a permanência de algumas características básicas: o conceito de figura única, o fundo chapado, a centralização da imagem e, naturalmente, o humor, uma das assinaturas de Cipis, presente com igual intensidade também em seu admirável trabalho como ilustrador em jornais como a "Folha de S. Paulo" e em várias dezenas de livros.

"Voltei às figuras em 2001", revela Cipis em seu ordenadíssimo ateliê da rua Helvetia, no bairro dos Campos Elíseos, encravado no centro de São Paulo. Ficou para trás a instalação da Bienal de treze anos atrás, mas o "tambor" – figura-chave na evolução criativa do artista -- está presente, nas mais variadas formas e junções, em cada canto do ateliê e, claro, participa da mostra na Galeria Virgílio. É um ícone que o acompanhou criativamente por bom tempo, primeiro unitariamente, depois misturado, multiplicado e subdividido, como na bela "Machine à Matisse", de 1996, que participa da mostra, onde quatro deles dançam matisseanamente em fundo chapado.


O exercício lúdico do prazer


Todos os detalhes são curtidos com um prazer notório. Ludicamente, prazeirosamente, Cipis cuida de cada uma das inúmeras séries integradas à exposição. Assim, a série amarela tem trabalhos com fundo amarelo e em alguns casos passe-partout amarelo e moldura de madeira pintada com anilina amarela. O mesmo acontece com as misturinhas, trabalhos de pequenas dimensões que Cipis combina ludicamente e se complementam – 37 ocuparão um nicho específico na mostra. Há também trabalhos com passe-partouts de latão e linho.

"Exerço hoje toda a liberdade possível e impossível. Tenho o prazer lúdico de usar qualquer coisa ou material em minha criação, e seguir caminhando em várias direções ao mesmo tempo".

A frase de Marcelo Cipis remete ao fundamento de sua arte. Prazer lúdico, liberdade total de criação, esbarrar apenas nos próprios limites, humor. Expressões que têm tudo a ver com o modo como nasceu a arte, sobretudo para divertir os outros. Cipis, no caso, se apossa do divertimento, ou seja, ele é quem se diverte o tempo todo criando. Impõe-se regras difíceis, como num jogo, empenha um prazer físico no trabalho, além do desafio intelectual.

Cipis consegue em sua pintura o feito raro de unir o instinto sensível com o instinto formal, já dizia o filósofo Schiller no século 18, complementando que apenas o instinto do jogo satisfaz a ambos os instintos. Exemplo dessa superação presente na mostra: as três telas da série "Black, Brown and Beige". Em geral, os artistas trabalham ouvindo música, que funciona no máximo como lazer auditivo enquanto se cria. Cipis transfere o prazer físico do jazz suingado de Duke Ellington para o centro de sua criação. Existe arte mais libertária e contemporânea do que esta?

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