DIEGO BELDA - Malagueta, Perus e Bacanaço
O artista plástico Diego Belda apresenta, na Galeria Virgilio, uma visão particular do universo da sinuca e da malandragem paulistana na exposição Malagueta, Perus e Bacanaço, livremente inspirada no conto homônimo do escritor João Antonio, que retrata a vida de três boêmios em busca de dinheiro nos salões de bilhar.
No total, serão expostos dez trabalhos, entre os quais uma mesa de sinuca, em tamanho oficial, que estará disponível para ser usada pelos visitantes. As obras seguem a linha que venho explorando há algum tempo. São trabalhos de parede em grande escala e bastante volumétricos, afirma Diego Belda. A exposição é um desdobramento de uma obra que integrou sua última exposição na Virgilio e também foi exposta no Panorama da Arte Brasileira 2005, no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo.
Os materiais utilizados são feltro (forração de mesas de sinuca), fórmica, folhas de madeira e plástico sobre base de madeira. O artista explora o vasto campo da pintura, estabelecendo relações com a vida cotidiana tanto pela temática como pelos materiais utilizados. Procuro fugir dos parâmetros tradicionais da pintura, deixando de lado sua função de representação, tornando-a mais próxima de um objeto, explica. Belda diz que prefere trabalhar de forma mais experimental, com a elaboração da idéia e a execução da obra se processando de forma simultânea. Conforme vai ganhando corpo, o próprio trabalho passa a guiar o processo para sua finalização. Meu processo é cravado nos procedimentos de colagem onde as partes autônomas se juntam para formar uma obra coesa.
Para o próximo ano, Diego Belda realizará uma exposição individual no Paço das Artes, em São Paulo, como parte dos projetos selecionados para a temporada 2007-2008. Ele continuará a discussão sobre os limites do espaço pictórico, já que suas obras se projetam, literalmente, para fora do quadro, transitando entre a pintura e a escultura.