10 x 1 expõe obras da produção de dez coletivos de arte de São Paulo entre 2000 e 2014. Com organização dos artistas Tulio Tavares e Daniel Lima, a exposição 10 x 1 tem a participação dos coletivos Frente 3 de Fevereiro, Bijari, Casadalapa, Projeto Matilha, COBAIA, EIA, Esqueleto Coletivo, Nova Pasta, Ocupeacidade e Tralha.

A exposição 10 x 1 equaciona trabalhos recentes e obras que, mesmo tendo sido produzidas no início da década, são cada vez mais atuais e se afirmam como uma referência no campo da arte e ativismo. Na galeria se vê, por exemplo, a sequencia de bandeiras da Frente 3 de Fevereiro e seu questionamento sobre o racismo no futebol e na sociedade; e o Caveirão da Nova Pasta, criado este ano e ativador de diversas intervenções durante a Copa do Mundo no Brasil.
Outra característica comum da exposição é o entrelaçamento entre os trabalhos com obras de uma geração de artistas e coletivos de arte que viveu e criou junto uma trajetória, um repertório, um conjunto singular de ações no cenário da vida pública nas metrópoles brasileiras.
Desta forma, reúnem-se não apenas trabalhos relevantes dessa geração de coletivos artísticos do início do século XXI, mas, de fato, temos uma cartografia de alguns dos principais grupos que constituem a geração de coletivos artísticos cuja obra teve como palco, nos últimos dez anos, a rua, e cujo meio é a intervenção urbana.

Exposição
Coletiva de imprensa sexta-feira 1º de agosto das 17:30 às 19h
Abertura ao público sábado 02 de agosto das 11:30 às 19h
De 02 de agosto a 26 de agosto
Horários: de segunda a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 17h

Galeria Virgílio
R. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, São Paulo - SP, 05415-020, Brasil
+55 11 2373-2999


Programação
Sexta: 01/08 às 17h30 às 19h - Coletiva de Imprensa
Sábado: 02/08 às 11h30 às 19h - Abertura da Exposição
Performances dos coletivos Tralha, Nova Pasta, Projeto Matilha e Casadalapa
Sábado: 09/08 às 11h30 às 15h30 - Encontro com os coletivos


Perfil dos coletivos artísticos: BIJARI
Geandre Tomazoni, Gustavo Godoy, João Rocha, Mauricio Brandão, Olavo Yang e Rodrigo Araújo.
Formado em 1997, por arquitetos e artistas, o Bijari é um centro de criação de artes visuais e multimídia. Desenvolvendo projetos em diversos suportes e tecnologias, o grupo propõe experimentações artísticas, sobretudo de caráter crítico.

CASADALAPA
A Casadalapa é um coletivo que surge em 2005 com o objetivo de reunir artistas em um espaço comum onde pudessem fazer um intercâmbio de trabalhos pessoais e, principalmente, criar obras coletivas através do diálogo desses próprios trabalhos. Nosso objetivo não é exatamente criar um repertório de peças de teatro, intervenções, músicas, fotos, filmes, ou fazer web sites. Nossa obra é tudo isso junto, partindo de um mesmo objeto artístico em que todas essas linguagens criem um corpo único. Numa época de redes sociais virtuais, nada como uma rede social real.

C.O.B.A.I.A
Almir Almas, Cláudio Santos, Daniel Seda, Lucas Bambozzi, Rogério Borovik, Rodrigo Minelli e Sofia Panzarini.
Refletindo a instabilidade típica das associações que movem muitos dos projetos colaborativos, o C.o.b.a.i.a. surge em torno da necessidade de experiências de imersão nas diversas realidades que constituem a vida urbana.

ESQUELETO COLETIVO
Eduardo Verderame, Luciana Costa, Mariana Cavalcante, David Santos, Rodrigo Barbosa.
O Esqueleto Coletivo é um grupo de artistas que busca ampliar o diálogo da arte nos espaços da vida cotidiana. Propõe reflexões sobre movimentos sociais, violência, exclusão e contraste social, visualidade urbana e outras implicações da vida pública e privada.

EIA
Floriana Breyer, Milena Durante, Gisella Hiche, Felipe Brait, Rodrigo Vitullo, Marina Ronco, Eduardo Verderame, Sergio Machado e Hélio Ribeirão.
O EIA, Experiência Imersiva Ambiental, é um grupo que trabalha mapeando, reunindo, viabilizando e propondo ações que tem como denominador comum o espaço da rua. Desde 2004 organiza um encontro anual de abrangência nacional recebendo propostas de arte pública enviadas por artistas de diversas localidades do Brasil, reunindo os artistas em um intenso intercâmbio cultural.

FRENTE 3 DE FEVEREIRO
Achiles Luciano, André Montenegro, Cássio Martins, Cibele Lucena, Daniel Lima, Daniel Oliva, Eugênio Lima, Felipe Texeira, Felipe Brait, Fernando Alabê, Fernando Coster, Fernando Sato, João Nascimento,Julio Dojcsar, Maia Gongora, Majoí Gongora, Marina Novaes, Maurinete Lima, Pedro Guimarães e Roberta Estrela D’Alva.
A Frente 3 de Fevereiro é um grupo transdisciplinar de pesquisa e ação direta acerca do racismo na sociedade brasileira. Associa o legado artístico de gerações à histórica luta e resistência da cultura afro-brasileira.

PROJETO MATILHA
Fafi Prado, Melina Anthis e Paula Pretta.
Núcleo artístico de criação coletiva formado em 1998, que mescla elementos das artes cênicas, artes plásticas, performance e audiovisual. Ações poéticas realizadas no cenário urbano, com foco nas relaçõesinterpessoais, revelam situações potenciais de interferência no cotidiano.

NOVA PASTA
Túlio Tavares, Antonio Brasiliano, Paulo Zeminian, Lucas D, Augusto Citrangulo, Fabiana Mitsue, Marcos Vilas Boas, Mariana Cavalcante e Guto Lacaz.
Nova Pasta é um centro de produção, debate, documentação e exposições de arte contemporânea. Distante do conceito de galeria, o projeto Nova Pasta aponta para um caminho de cooperação, contando coma vontade e necessidade de circulação da produção.

OCUPACIDADE
O coletivo OCUPACIDADE surgiu em 2006 com a proposta de unir pessoas interessadas em produzir coletivamente ações artísticas na cidade, sejam eles artistas ou não. Desde então vem atuando como umgrupo aberto, de livre participação, propondo ações onde o processo de produção coletiva constitui o método de trabalho, e o principal objetivo é a participação ativa dos sujeitos na vida da cidade.

TRALHA
Anderson Rei e Matheus Giavarotti
O que é Tralha?
O uso mais corriqueiro da palavra “tralha” é para nomear um conjunto de coisas fora de ordem, coisas bagunçadas no nosso caminho. Além disso, “tralha” é o nome dado tanto a uma rede pequena de pesca, que pode ser jogada na água apenas por um homem, quanto ao fio usado para costurar as própria redes e velas. A reunião destes significados traz um pouco do que o Coletivo Tralha faz: recolher os sujeitos e fios para costurar relações entre as pessoas e a cidade.
Em 2009, a partir de experiências na produção de instalações, vídeos, colagens em espaços públicos, oficinas artistico-educativas e trabalhos de arte interativos, os artistas Anderson Rei e Matheus Giavarotti fundaram o Coletivo Tralha.


Local: Galeria Virgilio
Endereço: Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 426
CEP 05415-020, Pinheiros, São Paulo - SP
Telefone: (55 11) 2373-2999 / 3062-8237
Horários: de segunda a sexta, das 11 às 19h; e sábados, das 11 às 17h
Entrada franca e livre

rua dr. virgilio de carvalho pinto 426 Pinheiros | 05415-020 | São Paulo SP | +55 (11) 2373.2999